Avaliação epidemiológica da esquistossomose no estado de Pernambuco através de um modelo de regressão beta
DOI:
https://doi.org/10.17696/2318-3691.26.2.2019.1302Palavras-chave:
Schistosoma; Schistosoma mansoni; Doenças Parasitárias; Fatores de Risco; Estudos EcológicosResumo
Introdução: A esquistossomose é uma doença endêmica em 76 países e afeta cerca de 240 milhões de indivíduos, ocupando o segundo lugar entre as doenças infecto-parasitárias de maior prevalência do mundo. Objetivo: realizar uma avaliação epidemiológica da ocorrência de esquistossomose no Estado de Pernambuco, Brasil, no período de 2007 a 2015. Métodos: Estudo de caráter observacional analítico, com delineamento ecológico, no qual foram utilizadas fontes de dados secundárias. Resultados: Observou-se que ocorreu um decréscimo no percentual de casos positivos no Estado de Pernambuco, de 10,31% para 3,01%. Verificou-se, de vulneráveis à pobreza, percentual da população em domicílios com densidade > 2 e taxa de desocupação; assim como associação inversa entre taxa de esquistossomose e as variáveis: percentual da população em domicílios com coleta de lixo e taxa de envelhecimento. Conclusão: São necessárias ações que contemplem aspectos socioeconômicos, tais como medidas de saneamento básico, controle dos vetores, educação em saúde e medidas que melhorem de maneira geral a qualidade de vida e de renda da população.
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